terça-feira, 12 de abril de 2011

(texto recebido por email)


BIG BROTHER BRASIL

AUTOR : Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa
Bárbara-BA,residente em Salvador.


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Refiro-me ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana a Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, Março de 2011.

domingo, 17 de outubro de 2010

Idade Média Moderna

          Vivemos em um mundo moderno, tecnológico. Contudo, depois de anos tentando colocar as pessoas em seus devidos lugares, ou seja, colocá-las diante de sua ídade e o momento que deve ser vivido, estamos retornando à Idade Média.
          A Idade Média, por vezes considerada um período sombrio, foi a época em que surgiram os contos de fadas: contos populares, orais e, com significados diversos. No entanto, os contos de fadas pretendiam trazer à tona a inocência infantil. Colocar a criança no seu lugar de criança: um ser em formação com direito à infância.
          Talvez, hoje, a concepção de infância seja tão banal que não nos damos mais conta do quão importante é brincar, se sujar, se divertir. Ao contrário, (re)colocamos nossas crianças como mini-adultos, das quais se espera um comportamento adulto, suas roupas se tornaram miniaturas das que os adultos usam e todos se tornaram modelos profissionais.
          Não é mais permitido brincar. Deve-se ter a roupa perfeita, limpa, sem nenhum amassado. A pose correta diante das câmeras, fazer sucesso aos 3 anos de idade, senão antes. Quanto mais cedo colocamos essas crianças nessa posição, mais somos responsáveis por uma inversão de valores.
          Quando olhamos para os comerciais de roupa ou sapato para criança, vemos as meninas como perfeitas mini-modelos. E, os meninos são postos como mini-manos do pedaço. Os que ainda respeitam um pouco a infância são os comerciais de brinquedo para crianças até 2 anos e percebe-se que não aparecem muitos na TV.
          E, falando em brinquedos, o que mais eles vão fazer? Eles falam, andam, choram, dançam, golpeiam, rodopiam e num futuro próximo, lavar, passar, cozinhar, limpar, etc. (Essas crianças deveriam assitir ao filme sobre o boneco "Chuck".) Ou seja, os brinquedos não deixam nada para a imaginação das crianças, eles já vêm prontos, eles contribuem para o vazio mental e para a agressividade.
          Como se não bastasse tudo isso, soma-se a ausência de pais como pais e não como amigos. O Estaturo da Crianaça e do Adolescente tem seu mérito até certo ponto. Eu não sou a favor de espancamento, nem de tapas. Mas sou muito a favor da bronca (mas não do xingamento), sou muito, muito mesmo, a favor do NÃO. As pessoas não dizem mais a palavra NÃO. Isso é um absurdo! Quantas crianças cresceram mentalmente saudáveis, ouvindo não? TODAS!!!
          O importante mesmo é não lidar com a situação. É submeter-se às vontades das crianças para que não haja escândalo, por que imaginem só se alguém filma e coloca no Youtube, o seu filho dando 'showzinho'? Nos tornamos tão prisioneiros de nossa própria tecnologia que esquecemos quem somos, quem é que realmente manda no pedaço. E detalhe, não é o seu filho de 3 anos!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O TEMPO

          Bom, venho por meio desta, pedir às pessoas que repitam a seguinte frase comigo: HOJE VAI DAR TEMPO! Sempre dá tempo! Tem que dar! Existem prazos a serem cumpridos e que precisam ser cumpridos. Por isso, repitam: HOJE VAI DAR TEMPO! Chega dessa estória de dizer o contrário. Pergunta: Resolve? Não! Então, por favor repitam: HOJE VAI DAR TEMPO!!!!
          Esse pedido, em forma de suplício é para alertar os habitantes deste planeta que a culpa do tempo também é nossa. Quanto mais exigirmos dele, mais ele exigirá de nós! O tempo é uma medida (e os físicos que me perdoem se eu estiver errada) da qual nós somos responsáveis em organizar. Não é preciso ser um militar disciplinado para aprender a gerenciar o próprio tempo; não assuma compromissos demais, não preste atenção na correria dos outros, durma, tire uma soneca, escute música. Às vezes, faça duas coisas ao mesmo tempo: tome banho ouvindo música, ouça as notícias da sua rádio favorita enquanto faz a tarefa ou trabalha. Levante-se pelo menos 1 vez a cada hora e circule por aí. Fale sozinho, em voz alta. Não se esqueça do som da sua própria voz. Faça silêncio! O silêncio organiza as idéias.

domingo, 27 de junho de 2010

Ano de eleição

          Bom, para desespero geral da nação é ano de eleição. Mais uma vez vamos às urnas eletrônicas (em sua maioria) votar para presidente. E as escolhas estão cada vez menores. Este ano temos Dilma, Serra e Marina. Eleger Dilma é eleger seu Lula por mais quatro anos e convenhamos ninguém precisa disso. Já bastam os últimos quatro anos que ele passou envergonhando o país diante do mundo, uma vingança que ele deixou esfriar muito bem para ser saboreada.
          Eleger Marina seria uma mudança. Assim como foi eleger seu Lula da primeira vez: uma promessa apagada pela troca por um clone pré-programado. Marina devia mais uma vez se inovar e largar de todo partido pré-existente e fundar o seu próprio. Apesar de o Partido Verde (PV) ser um partido mais adepto às questões sociais e ambientais ele não atende às necessidades da Marina. E se ela ganhar a eleição? Quais princípios prevalecerão?
          O Serra.... ah, seu Serra... ainda bem que o Aécio Neves não aceitou ser vice pois ele perderia todo e qualquer prestígio que construiu ao longo de sua carreira política até agora. Bom, o Serra é que está em questão. Apesar de não gostar da idéia de vê-lo no poder - e isso é uma opinião própria, não necessariamente fundamentada - não posso negar que ter um clone do Fernando Henrique no poder não seria má idéia.
          Diante de uma dessas revista de sala de espera, um encarte me chamou a atenção: falava apenas dos programas que o governo tem para auxiliar os menos favorecidos. Bom, verdade seja dita, em ano de eleição, a propaganda é a alma do negócio. Nada como um guia de como enriquecer às custas do governo. E quantos emails já não circularam na internet com histórias de pessoas que largaram o emprego que tinham por que era mais interessante, financeiramente, viver às custas dos "bolsa-família" e etc?!
          Ao invés de realmente fazer alguma coisa, vamos todos voltar à Roma Antiga e viver de pão e circo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Em algum lugar do passado

          Pois bem, durante uma aula, um professor passou o filme "Em algum lugar do passado". Numa sala de 60 pessoas, as opiniões divergiram entre o personagem principal do filme ter ou não voltado ao passado para reencontrar seu grande amor.
          Alguns poucos acreditam que ele tenha mesmo ido ao passado, de corpo e alma, para reencontrar a mocinha do filme e que sua morte foi a maneira encontrada para que pudessem viver eternamente juntos. Mas a grande maioria, acredita que tudo não passou de uma ilusão, um delírio da parte do personagem. Até mesmo uma atitude, de certa forma, demente, ao se apaixonar por uma foto em um quadro. E que, o choque com a realidade o levou a um estado de depressão profundo que resultou em sua morte.
          De qualquer maneira, delírio e romantismo a parte, o filme mostra até onde a mente humana é capaz de chegar para alcançar aquilo que se deseja - ele buscava uma mudança de ares, novas metas, um novo ânimo. Foi através da mente que ele conseguiu transportar todo o seu corpo para uma outra época, conviver com pessoas desconhecidas, viver um amor intenso e, se deslocar fisicamente de ambiente quando em profundo estado de meditação pois, ele começa sua jornada em um quarto do hotel e termina em outro.
          Independente das questões físicas e quânticas, o cérebro é o órgão que torna o ser humano diferente de todos os outros seres no planeta. É ele que determina aquilo vemos e que nos propicia cenários para experimentarmos diferentes emoções - o amor, a desilução, a decepção, a raiva, a saudade. Morrer de amor, hoje em dia, pode ser visto como burrice, mas ainda é a única coisa pela qual o ser humano luta.

domingo, 13 de junho de 2010

A Hipocrisia Humana

          Bom, vou começar esse blog por causa da minha professora - Andréia - de EAD (Ensino à Distância) em Cultura e Contemporaneidade pois, por algum motivo, ela acha que eu escrevo bem. Isso dito, vamos começar. Meu primeiro texto será uma crítica hipócrita aos meios tecnológicos. E, talvez tenhamos mesmo chegado ao fim do mundo, uma vez que o importante é aparecer.
          Domingo é o único dia que tenho para assistir TV pois como milhares de outras pessoas eu trabalho seis vezes na semana. (E isso está para mudar! Qualidade de vida é tudo!) Pois bem, ligo a TV e sabe o que tem para assistir? Absolutamente NADA! Mas, para não decepcionar, meu querido professor de Semiótica (???) nos deixou uma tarefa: assistir ao filme "Amistad". Foi o que salvou meu fim de semana.
          Foi interessante ver a maior hipocrisia humana: o Cristianismo não praticado. O dizer-se fiel a Deus mas não seguir seus fundamentos básicos como por exemplo respeitar o próximo, considerar esse outro seu irmão, tão ser humano quanto você. Tratar os negros como mercadoria é muito estranho, afinal eles têm os mesmos olhos, a mesma boca, os mesmos membros superiores e inferiores e até, as mesmas genitais. E, no entanto, são diferentes. Vai ver que a hipócrita sou eu que não vejo a diferença.
          Mentira, vejo sim. Vejo muita diferença de cultura. Cultura a ser passada para frente, demostrada e se possível praticada. E não só de negros mas de todos os marginalizados pela sociedade. E, infelizmente, sou uma pessoa que amo culturas diferentes. Apesar de muitos dizerem o quão sortuda sou por ter nascido branca, loura e de olhos azuis não acho que isso seja "a deal breaker". Admito que são atributos que abrem portas mais facilmente mas logo se fecham pela pessoa que sou diante de algumas situações: irônica e sarcástica. Mas isso não vem ao caso no momento. A questão do momento é a hipocrisia humana.
          Uso a internet mais ou menos uma ou duas horas por dia. Vejo meus emails, dou uma olhada no orkut, pesquiso assuntos da faculdade e do trabalho e só. Não me perguntem de Twitter, Facebook ou esse tipo de sites de relacionamentos pois não sei como eles funcionam. E não compreendo muito bem esse negócio de seguir os outros, apesar de que já reparei que os blogs são assim também. De qualquer maneira, é um mundo a parte.
          Um mundo construído para que as pessoas conseguissem extravasar suas frustrações diante da loucura real do mundo. Se fosse uma ferramenta bem usada poderíamos estar todos sentados em nossos lares, sozinhos, trabalhando virtualmente (a profissão do futuro) e blogando. Olha, que chique! Ainda bem que não é assim. A humanidade ainda tem esperança!!! Espero que os seres humanos deste planeta saiam de casa e interajam com outros seres humanos para reaprenderem a se comunicar. Afiinal, cara a cara, a história é outra!