terça-feira, 15 de junho de 2010

Em algum lugar do passado

          Pois bem, durante uma aula, um professor passou o filme "Em algum lugar do passado". Numa sala de 60 pessoas, as opiniões divergiram entre o personagem principal do filme ter ou não voltado ao passado para reencontrar seu grande amor.
          Alguns poucos acreditam que ele tenha mesmo ido ao passado, de corpo e alma, para reencontrar a mocinha do filme e que sua morte foi a maneira encontrada para que pudessem viver eternamente juntos. Mas a grande maioria, acredita que tudo não passou de uma ilusão, um delírio da parte do personagem. Até mesmo uma atitude, de certa forma, demente, ao se apaixonar por uma foto em um quadro. E que, o choque com a realidade o levou a um estado de depressão profundo que resultou em sua morte.
          De qualquer maneira, delírio e romantismo a parte, o filme mostra até onde a mente humana é capaz de chegar para alcançar aquilo que se deseja - ele buscava uma mudança de ares, novas metas, um novo ânimo. Foi através da mente que ele conseguiu transportar todo o seu corpo para uma outra época, conviver com pessoas desconhecidas, viver um amor intenso e, se deslocar fisicamente de ambiente quando em profundo estado de meditação pois, ele começa sua jornada em um quarto do hotel e termina em outro.
          Independente das questões físicas e quânticas, o cérebro é o órgão que torna o ser humano diferente de todos os outros seres no planeta. É ele que determina aquilo vemos e que nos propicia cenários para experimentarmos diferentes emoções - o amor, a desilução, a decepção, a raiva, a saudade. Morrer de amor, hoje em dia, pode ser visto como burrice, mas ainda é a única coisa pela qual o ser humano luta.

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