domingo, 27 de junho de 2010

Ano de eleição

          Bom, para desespero geral da nação é ano de eleição. Mais uma vez vamos às urnas eletrônicas (em sua maioria) votar para presidente. E as escolhas estão cada vez menores. Este ano temos Dilma, Serra e Marina. Eleger Dilma é eleger seu Lula por mais quatro anos e convenhamos ninguém precisa disso. Já bastam os últimos quatro anos que ele passou envergonhando o país diante do mundo, uma vingança que ele deixou esfriar muito bem para ser saboreada.
          Eleger Marina seria uma mudança. Assim como foi eleger seu Lula da primeira vez: uma promessa apagada pela troca por um clone pré-programado. Marina devia mais uma vez se inovar e largar de todo partido pré-existente e fundar o seu próprio. Apesar de o Partido Verde (PV) ser um partido mais adepto às questões sociais e ambientais ele não atende às necessidades da Marina. E se ela ganhar a eleição? Quais princípios prevalecerão?
          O Serra.... ah, seu Serra... ainda bem que o Aécio Neves não aceitou ser vice pois ele perderia todo e qualquer prestígio que construiu ao longo de sua carreira política até agora. Bom, o Serra é que está em questão. Apesar de não gostar da idéia de vê-lo no poder - e isso é uma opinião própria, não necessariamente fundamentada - não posso negar que ter um clone do Fernando Henrique no poder não seria má idéia.
          Diante de uma dessas revista de sala de espera, um encarte me chamou a atenção: falava apenas dos programas que o governo tem para auxiliar os menos favorecidos. Bom, verdade seja dita, em ano de eleição, a propaganda é a alma do negócio. Nada como um guia de como enriquecer às custas do governo. E quantos emails já não circularam na internet com histórias de pessoas que largaram o emprego que tinham por que era mais interessante, financeiramente, viver às custas dos "bolsa-família" e etc?!
          Ao invés de realmente fazer alguma coisa, vamos todos voltar à Roma Antiga e viver de pão e circo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Em algum lugar do passado

          Pois bem, durante uma aula, um professor passou o filme "Em algum lugar do passado". Numa sala de 60 pessoas, as opiniões divergiram entre o personagem principal do filme ter ou não voltado ao passado para reencontrar seu grande amor.
          Alguns poucos acreditam que ele tenha mesmo ido ao passado, de corpo e alma, para reencontrar a mocinha do filme e que sua morte foi a maneira encontrada para que pudessem viver eternamente juntos. Mas a grande maioria, acredita que tudo não passou de uma ilusão, um delírio da parte do personagem. Até mesmo uma atitude, de certa forma, demente, ao se apaixonar por uma foto em um quadro. E que, o choque com a realidade o levou a um estado de depressão profundo que resultou em sua morte.
          De qualquer maneira, delírio e romantismo a parte, o filme mostra até onde a mente humana é capaz de chegar para alcançar aquilo que se deseja - ele buscava uma mudança de ares, novas metas, um novo ânimo. Foi através da mente que ele conseguiu transportar todo o seu corpo para uma outra época, conviver com pessoas desconhecidas, viver um amor intenso e, se deslocar fisicamente de ambiente quando em profundo estado de meditação pois, ele começa sua jornada em um quarto do hotel e termina em outro.
          Independente das questões físicas e quânticas, o cérebro é o órgão que torna o ser humano diferente de todos os outros seres no planeta. É ele que determina aquilo vemos e que nos propicia cenários para experimentarmos diferentes emoções - o amor, a desilução, a decepção, a raiva, a saudade. Morrer de amor, hoje em dia, pode ser visto como burrice, mas ainda é a única coisa pela qual o ser humano luta.

domingo, 13 de junho de 2010

A Hipocrisia Humana

          Bom, vou começar esse blog por causa da minha professora - Andréia - de EAD (Ensino à Distância) em Cultura e Contemporaneidade pois, por algum motivo, ela acha que eu escrevo bem. Isso dito, vamos começar. Meu primeiro texto será uma crítica hipócrita aos meios tecnológicos. E, talvez tenhamos mesmo chegado ao fim do mundo, uma vez que o importante é aparecer.
          Domingo é o único dia que tenho para assistir TV pois como milhares de outras pessoas eu trabalho seis vezes na semana. (E isso está para mudar! Qualidade de vida é tudo!) Pois bem, ligo a TV e sabe o que tem para assistir? Absolutamente NADA! Mas, para não decepcionar, meu querido professor de Semiótica (???) nos deixou uma tarefa: assistir ao filme "Amistad". Foi o que salvou meu fim de semana.
          Foi interessante ver a maior hipocrisia humana: o Cristianismo não praticado. O dizer-se fiel a Deus mas não seguir seus fundamentos básicos como por exemplo respeitar o próximo, considerar esse outro seu irmão, tão ser humano quanto você. Tratar os negros como mercadoria é muito estranho, afinal eles têm os mesmos olhos, a mesma boca, os mesmos membros superiores e inferiores e até, as mesmas genitais. E, no entanto, são diferentes. Vai ver que a hipócrita sou eu que não vejo a diferença.
          Mentira, vejo sim. Vejo muita diferença de cultura. Cultura a ser passada para frente, demostrada e se possível praticada. E não só de negros mas de todos os marginalizados pela sociedade. E, infelizmente, sou uma pessoa que amo culturas diferentes. Apesar de muitos dizerem o quão sortuda sou por ter nascido branca, loura e de olhos azuis não acho que isso seja "a deal breaker". Admito que são atributos que abrem portas mais facilmente mas logo se fecham pela pessoa que sou diante de algumas situações: irônica e sarcástica. Mas isso não vem ao caso no momento. A questão do momento é a hipocrisia humana.
          Uso a internet mais ou menos uma ou duas horas por dia. Vejo meus emails, dou uma olhada no orkut, pesquiso assuntos da faculdade e do trabalho e só. Não me perguntem de Twitter, Facebook ou esse tipo de sites de relacionamentos pois não sei como eles funcionam. E não compreendo muito bem esse negócio de seguir os outros, apesar de que já reparei que os blogs são assim também. De qualquer maneira, é um mundo a parte.
          Um mundo construído para que as pessoas conseguissem extravasar suas frustrações diante da loucura real do mundo. Se fosse uma ferramenta bem usada poderíamos estar todos sentados em nossos lares, sozinhos, trabalhando virtualmente (a profissão do futuro) e blogando. Olha, que chique! Ainda bem que não é assim. A humanidade ainda tem esperança!!! Espero que os seres humanos deste planeta saiam de casa e interajam com outros seres humanos para reaprenderem a se comunicar. Afiinal, cara a cara, a história é outra!